Qual a posição dos Mórmons contra o abuso?

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é contra toda forma de abuso – espiritual, físico e emocional. Abuso é qualquer forma agressiva de tratamento para com outras pessoas, incluindo humilhação, denominação, agressão física, psicológica ou espiritual que inflijam sobre a outra pessoa. O Senhor nunca aceitou qualquer tipo de comportamento semelhante, mas foi e é um defensor da paz e harmonia para seus Filhos (ver Abuso).

Em uma entrevista com médicos SUD discutindo “abuso ao cônjuge”, John Nelson descreveu o que é considerado como comportamento impróprio:

“Abuso do cônjuge envolve atos inapropriados de um cônjuge contra o outro. Ele pode envolver atos coersivos no qual quem está cometendo o abuso força a pessoa a fazer algo que o parceiro normalmente não faria, sem quaisquer preocupações particulares com a vitima. O abuso também pode incluir o uso de ameaças, apelidar, gritar, e intimidação”.

Os Mórmons acreditam em igualdade dos sexos e embora é dito que o marido presida o lar em retidão dentro da família, “presidir” implica em amar e na inclusão de todos os membros da família, e não da força bruta e exclusão. O Sr. Nelson continua falando com clareza sobre esse principio:

“Em alguns casos as pessoas que cometem o abuso não compreendem ou aplicam incorretamente o conceito de liderança no lar. Eu quero deixar bem claro que não é o conceito de líder presidente do lar que está errado, e a aplicação errada deste principio que está. A seção 121 de Doutrina e Convênios fala especificamente sobre o assunto: “Escrever escritura” (D&C 121:36-37)” (Uma Conversa sobre Abuso de Cônjuges, Ensign, out. 1999).

Os mórmons acreditam em curas destes e de outros tipos de abusos, tanto para a vítima quando a do infligidor do abuso.

Um apostolo moderno do Senhor, Elder Richard G. Scott, falou sobre a necessidade de confiar no amor e na ajuda disponível através de Jesus Cristo contra o abuso.

“A menos que seja curado pelo Senhor, o abuso mental, físico e sexual pode causar em você conseqüências sérias e duradouras. Como vítimas vocês experimentaram alguns deles. [Os abusos] incluem medo, depressão, culpa, ódio próprio, destruição de auto-estima e alienação de relacionamentos humanos normais. Quando agravado por abuso continuo, emoções poderosas de rebelião, fúria e ódio são gerados. Esses sentimentos geralmente são focados contra si mesmo, outros, na própria vida e até mesmo contra o Pai Celestial. Esforços frustrados de lutar contra isso pode levar ao uso de drogas, imoralidade, abandono do lar, e, tragicamente em causas extremas, no suicídio. A menos que sejam corrigidos, esses sentimentos levam ao desanimo de viver, discórdia no casamento, e até mesmo a transição de vitima para infligidor de abusos. Um resultado horrível é a profunda falta de confiança nos outros a qual se torna uma barreira para a cura” (Elder Scott, Ensign, maio 1992).

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