Qual o pensamento Mórmon sobre piercing?

Os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mórmons) acreditam na santidade do corpo. Consideramos que o corpo é um dom sagrado e necessário para passar pela mortalidade e para viver uma vida digna em preparação para uma glória eterna. Cremos, assim como Paulo disse, que somos “o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em [nós]”, e que destruir o templo, ou seja, nosso corpo, é inapropriado e ofensivo a Deus (ver 1 Coríntios 3:16-17). Como resultado disto, os Mórmons não colocam piercing em seu corpo por princípios estéticos, e são encorajados a fazer apenas um furo na orelha (as mulheres apenas), para acomodar brincos discretos.

A tatuagem arruína o corpo e é desencorajado como um modo caprichoso de imprimir uma identidade ou mostrar submissão a uma quadrilha em particular. Presidente Gordon B. Hinckley, 15º presidente da Igreja, declarou:

“Hoje em dia vemos a febre da tatuagem. Não consigo entender por que um rapaz ou moça poderia querer submeter-se ao processo doloroso de desfigurar a própria pele com
várias representações multicores de pessoas, animais e símbolos diversos. A tatuagem é um processo permanente, a menos que se recorra a outro procedimento doloroso e caro para retirar as marcas. Pais alertem os filhos para que não tatuem o corpo. Pode ser que eles se oponham a seus conselhos hoje, mas um dia agradecerão. A tatuagem é um “grafite” no templo do corpo.

Da mesma forma, existem os “piercings”, as perfurações do corpo para o uso de vários brincos nas orelhas, no nariz e até na língua. Será que realmente há quem ache isso bonito? Trata-se de uma moda passageira, mas seus efeitos podem ser permanentes. Algumas pessoas fizeram coisas tão extremas que precisaram submeter- se a cirurgias reparadoras. A Primeira Presidência e o Quórum dos Doze Apóstolos declararam que desaconselham as tatuagens e também a perfuração do corpo, exceto para fins médicos”. Contudo, não nos pronunciamos contra a “perfuração discreta das orelhas pelas mulheres para o uso de um par de brincos” — um par” (A Liahona, jan. 2001, 67-68).

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