Como os Mórmons vêem a necessidade de educação?

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Resposta Pessoal por James Faulconer

Desde o início de sua história, os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (os “Mórmons”) tem dado grande valor a educação. Em 1832, dois anos após a organização oficial da Igreja, uma revelação ao primeiro profeta da Igreja, Joseph Smith, dizia:

“E dou-vos um mandamento de que vos ensineis a doutrina do reino uns aos outros. Ensinai diligentemente e minha graça acompanhar-vos-á, para que sejais instruídos mais perfeitamente em teoria, em princípio, em doutrina, na lei do evangelho, em todas as coisas pertinentes ao reino de Deus, que vos convém compreender; Tanto as coisas do céu como da Terra e de debaixo da Terra; coisas que foram, coisas que são, coisas que logo hão de suceder; coisas que estão em casa, coisas que estão no estrangeiro; as guerras e complexidades das nações e os julgamentos que estão sobre a terra; e também um conhecimento de países e reinos” (Doutrina e Convênios 88:77-79).

Em 1843, ainda outra revelação nos ensina: “É impossível ao homem ser salvo em ignorância” (Doutrina e Convênios 131:6).

Essa insistência sobre a educação não desapareceu da cultura Mórmon. Em 1888, um dos líderes principais de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias no século dezenove, e início do século vinte, Orson F. Whitney, disse: “‘Com todos os seus ganhares, procure entendimento’ não é menos parte do credo ‘Mórmon’ do que é uma das perolas de sabedoria de Salomão”. E no presente Cecil O. Samuelson, presidente da universidade da Igreja, a Universidade Brigham Young, e entre os elderes presidentes da Igreja mundial, fez um discurso sobre educação para as mulheres estudantes da BYU (Brigham Young University). Neste discurso ele relembra seus estudantes: “Fundamental para nossa teologia é a noção de que: “A gloria de Deus é inteligência ou, em outras palavras, luz e verdade” (Doutrina e Convênios 93:36). Uma doutrina que se segue é que qualquer conhecimento ou entendimento útil ou sabedoria ou ‘princípio de inteligência’ que adquirirmos nesta vida ressurgirá conosco na ressurreição (ver Doutrina e Convênios 130:18)”.

Entretanto, por mais positivo que os Mórmons vêem a educação, eles reconhecem que a educação nas coisas do mundo não salva. Salvação vem através de conhecer as coisas de Deus, o qual o Livro de Mórmon (juntamente com a Bíblia, uma das obras canônicas da Igreja Mórmon) identifica como: humildade ante Deus e um convênio para ser obediente, batismo, o Dom do Espírito Santo, e perseverar até o fim. O Livro de Mórmon chama isso de “a doutrina de Cristo” (2 Néfi 31:21). Essas são coisas que algum sabe fazendo, e faze-los é requerido para a salvação, não o aprendizado mundano. Não obstante, aprender as coisas do mundo e aprender as coisas de Deus são ambas valiosas, ainda que a última seja mais valiosa. Talvez o Livro de Mórmon explique da melhor maneira, aprovando explicitamente o aprendizado, mas esclarecendo que os conselhos de Deus são superiores a esse aprendizado: “Mas é bom ser instruído, quando se dá ouvidos aos conselhos de Deus” (2 Néfi 9:29).

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