Por que Deus permite o sofrimento?

Resposta Pessoal por Jack Rushton

Eu acredito que essa é uma pergunta bastante profunda e que tem sido, indubitavelmente, perguntada por milhões de pessoas desde o inicio dos tempos. A vida pode parecer injusta as vezes quando passamos por sofrimento pessoal próprio ou testemunhamos com nossos próprios olhos ou através da mídia o incrível sofrimento que parece ser uma parte integral da vida diária das pessoas em todo o mundo.

Eu me deparei com essa pergunta em um nível pessoal quando a 19 anos atrás eu quebrei meu pescoço, separando minha espinha dorsal e fiquei paralisado do pescoço para baixo e dependente do ventilador.

Aproximadamente seis anos atrás eu tive uma experiência com meu genro que eu acredito que derramara alguma luz nesta pergunta fundamental sobre a vida.

Certa manha eu recebi um telefonema de meu genro, Matt. Ele estava no programa de MBA da UC Irvine que fica aproximadamente a 20 minutos de distancia de nossa casa. O Diretor do programa de MBA havia acabado de anunciar para todos os estudantes que estavam presentes naquele dia que um dos seus colegas de classe chamado Michael Johnson havia se afogado em um acidente de natação no norte da Califórnia no dia anterior. Michael era uma dos estudantes mais brilhantes e líder na classe de MBA. Ele era muito carismático e seu futuro como líder no mundo de negócios pareciam ser ilimitados. Seus colegas de classe, incluindo meu genro, ficaram chocados quando receberam as noticias sobre Michael. Após confirmar com o Diretor e vários colegas de classe, Matt me voluntariou para vir a UC Irvine para falar para os 50 ou 60 estudantes que se encontravam ali naquele dia, por apenas alguns minutos.

Matt veio em casa, me colocou em minha van, e me levou para o campus. Ao entrarmos na sala onde os estudantes estavam reunidos você podia sentir o espírito de tristeza, e eu pude perceber que muitos estavam se perguntando: “Por que algo assim acontece com uma pessoa tão boa e maravilhosa como o Michael Johnson? Deus não podia ter impedido que isso acontecesse?”.

Ao olhar para estes estudantes ficou uma impressão sobre mim muito forte de que eu devia compartilhar com eles uma conversa que eu havia tido com Dennis Praeger quase 15 anos atrás quando apareci em seu programa de radio em Los Angeles. Perto do fim da hora ele disse: “Jack, o que ti trás mais paz e conforto – acreditar que Deus trouxe a onda que quebrou o seu pescoço ou acreditar que isso foi apenas um acidente?”. Eu, em essência, lhe disse que eu havia passado muito pouco tempo perguntando a mim mesmo porque o acidente aconteceu. A única coisa que eu sabia com certeza era que havia um Deus amável que nos ajudaria a passar por qualquer coisa que a vida colocasse em nosso caminho se tivéssemos fé o suficiente para confiar nele.

Eu falei aos estudantes naquela tarde que cada um de nos tem nosso arbítrio e que não somos bichinhos de estimação da Deidade. Vivíamos nossas vidas exercitando nosso arbítrio ao escolhermos faze-lo, mas também existe uma lei natural envolvida. Frequentemente ao exercitamos nosso arbítrio acertamos a lei natural na cabeça e então experimentamos as conseqüências de nossas ações. Quando fui surfar na bela Praia Laguna naquele belo dia de agosto, foi algo que eu escolhi fazer. Eu acredito firmemente que um Deus amável poderia ter me protegido, mas ele não interfere em nosso arbítrio e na lei natural. Em minha própria mente o “Por que” é absolutamente a pior pergunta que podemos fazer para nos mesmos quando algo como isto acontece. Deus poderia impedir todos os desastres ou catástrofes de acontecer, mas ele não faz, por causa do seu amor por nos e por seu conhecimento da importância do arbítrio.

Então coisas acontecem na vida, como acidentes de natação, câncer, tsunamis, terremotos, assassinatos, abusos, etc. – essa lista é interminável. Deus não faz com que essas coisas aconteçam e ele poderia certamente impedi-las, mas ao faze-lo, perderíamos o nosso precioso dom do arbítrio.

A mortalidade nos trás uma grande variedade de experiências – algumas maravilhosas e algumas não tão maravilhosas. Entretanto, através de todas as experiências que temos, ganhamos conhecimento e um sábio e amado Deus, o Pai de todos nos, nunca nos roubara o precioso dom do arbítrio. Os estudantes pareciam responder essa linha de raciocínio de forma razoável.

A vida é algo tão precioso e ainda assim pode ser tomada em um instante. Eu estou muito impressionado que em muitos paises do mundo há um desejo grande de preservar a vida. Você vê isso todos os dias relatados em jornais e na TV onde centenas e milhares procuram recobrar um filho perdido ou seqüestrado, por exemplo. Se alguém é ferido em um acidente de carro ou cai em um despenhadeiro, por exemplo, muitas pessoas cuidadosas tem o desejo de arriscar suas vidas para salvar a vida de outra pessoa. A ciência medica pode fazer muito para preservar e melhorar a qualidade da vida humana. Eu acredito que isso é agradável para Deus e esperancosamente através de uma extensa vida podemos cumprir a medida de nossa criação e estar preparado para tomar o passo seguinte em direção ao nosso progresso eterno.

Não podemos estipular um preço para a vida mortal. Que dom maravilhoso um amável e bondoso Pai Celestial tem nos dado, a cada um de nos. Cada dia é precioso e sem preço!

Também não vemos o que acontece depois de as pessoas passarem deste portal da vida. Não é um fim, mas uma continuação da vida e de serviços. Não sabemos como o ministério da pessoa do outro lado do véu, ou alem desta vida, ira impactar seus amigos e familiares terrenos, bem como aqueles que eles encontraram em seu descanso espiritual. Um Deus benevolente e perfeito tem provido tudo isto e tem visto a necessidade de cada individuo. Ele não tem deixado erro algum passar por ele, ou trabalho sem um propósito. Não há qualquer desperdiçou ou evento acidental que não vira para a gloria de alguém. Por não vermos esses resultados não devemos deixar que enfraqueçamos o nosso conhecimento de que Deus está no controle, e que a morte e o sofrimento não são em vão, mas trabalhara em direção ao perfeito amor de Deus designado para cada um de nos – permitindo ainda que exerçamos nosso arbítrio neste meio.

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