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Deus sente nossas dores?

quarta-feira, dezembro 24th, 2008

Resposta Pessoal por Jack 

Aos 50 anos eu estava surfando com meu filho de 16 anos e seus amigos na praia Laguna, Califórnia. Eu peguei uma “última onda” e acidentalmente bati minha cabeça em uma pedra submersa, quebrei meu pescoço, e minha espinha dorsal ficou severamente ferida entre a segunda e terceira vértebra cervical. Eu fiquei paralisado instantaneamente, fiquei inconsciente e acordei duas horas depois no hospital Laguna rodeado por médicos e enfermeiras. Uma das enfermeiras percebeu que meus olhos estavam abertos e disse para mim: “Jack, se você consegue entender o que estou falando, pisque uma vez”. Eu pisquei e houve um sinal aparente de alívio dentro da sala. Neste dia começou para mim uma nova vida que tem continuado pelos últimos 19 anos. 

Por causa da minha fé pessoal em um Deus  e sua bondade, eu nunca fiquei bravo com Ele, nem sai por ai dizendo, com atitude de auto-piedade: “Por que eu?”. Entretanto, foi necessário algum tempo até que eu entendesse que Deus e Cristo sentiram e sofreram por minha dor o mesmo, se não mais, que eu. 

Embora não tenha ficado com raiva com meu acidente e a resultante paralisia, eu fiquei devastado e triste por um tempo. Simplesmente parecia que eu havia perdido tanto e que não podia conceder em viver por qualquer período extensivo de tempo completamente paralisado do pescoço para baixo e com necessidades de auxilio. 

Eu entrei em uma profunda e negra depressão e houve dias em que eu teria achado bem vindo uma saída antecipada da mortalidade. Eu continuei, entretanto, a orar, e finalmente após um longo período de preparação eu tive uma experiência maravilhosa que me fez saber para sempre que Deus sente nossas dores e está ansioso para nos ajudar. 

Eu cheguei ao fim da esperança. Eu havia chegado ao limite. Eu percebi que nenhum medico ou homem nesta terra que poderia fazer para mim o que eu precisava mais. Eu sabia que por causa da natureza do ferimento eu jamais conseguiria “voltar atrás”. O que eu precisava e ansiava era esperança, paz, e o senso de bem-estar que eu havia perdido por causa do meu acidente. Finalmente eu me voltei para Deus com todo o meu coração e alma em oração, como nunca havia orado antes. Eu eventualmente vim a entender o quanto eu era amado pelo Salvador e um amável, gentil e misericordioso Pai Celestial. Eu não tive uma visão, mas eu recebi um novo coração e estava cheio de paz, esperança, alegria e um senso de bem-estar que eu nunca pensei sentir novamente. 

Esses sentimentos jamais desapareceram, mas tem se intensificado cada vez mais nos últimos 19 anos. Eu comecei a entender, e a saber agora, que Deus e Cristo sabem o que sentimos e compartilham nossas dores. Estou convencido através de minhas experiências pessoais que eles tomaram sobre si nossas dores e sofrimentos através de sua graça e amor infinitos se desejarmos apenas confiar neles e vir a eles com todo nosso coração. 

Acreditando nas escrituras, eu tenho um sentimento de quão sensitivo a deidade é para com nosso sofrimento e dor na mortalidade. Quando seu bom amigo, Lazaro, morreu, Jesus veio a seu auxilio e confortou suas irmãs, Maria e Marta. Sobre isto podemos ver nas escrituras que “Jesus chorou” (ver João 11:35). Existem registros quase incontáveis nos Evangelhos sobre Jesus curar os doentes, restaurar a vida aos mortos e manifestar uma compaixão incrível para com todos a seu redor. 

Após sua ressurreição podemos encontrar um registro sobre uma experiência que o envolveu: “Tendes enfermos entre vós? Trazei-os aqui. Há entre vós coxos ou cegos ou aleijados ou mutilados ou leprosos ou atrofiados ou surdos ou pessoas que estejam aflitas de algum modo? Trazei-os aqui e eu os curarei, porque tenho compaixão de vós; minhas entranhas estão cheias de misericórdia… E aconteceu que Ele ordenou que as criançinhas fossem levadas a Sua presença. Levaram, pois, suas criancinhas e colocarm-nas no chão, ao redor dele; e Jesus ficou no meio; e a multidão cedeu espaço até que todas as crianças fossem levadas a ele… [então] ele chorou e a multidão testificou isso; e pegou as criancinhas, uma a uma, e abençoou-as e orou por elas ao Pai. E depois de haver feito isso, chorou de novo…” (3 Nefi 17:7-22). 

Em uma visão o profeta Enoque viu a seguinte cena que foi preservada para nos como Deus olhou para a iniqüidade de seu povo e a dor resultante e a agonia que eles estavam experimentando e ainda experimentariam neste mundo: “E aconteceu que o Deus do Céu olhou o … povo e chorou; e Enoque prestou testemunho disso dizendo: Como é que os céus choram e derramam lágrimas como a chuva sobre as montanhas? E Enoque disse ao Senhor: Como é que podes chorar, sendo que és santo e de toda eternidade para toda eternidade?” (Moisés 7:28-29).

Sim, Deus sente nossas dores! Ele é um Deus de amor e compaixão. Eu desejo a todos que já tiveram um problema ou desafio serio em suas vidas poderiam ter tido a minha experiência. Eu sei que eles podem, mas é necessário fé, confiança e voltar para Deus com todo o nosso coração.

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Posso ter fé e ainda acreditar na ciência?

sexta-feira, julho 11th, 2008

Resposta Pessoal por Jack

 

Essa é uma pergunta muito boa que nos faz pensar. Eu imaginaria que muitas pessoas, em uma época ou outra, sentiram que talvez há um conflito grande entre a religião e a ciência. A idade da terra, como ela foi criada, evolução, os dinossauros, e uma quantidade enorme de outras questões que parecem que ao termo fé não em Deus não podemos aceitar as evidencias das verdades descobertas pelos métodos científicos.

 

Recentemente eu li um livro fascinante que, por alguma razão, eu havia perdido por anos que me ajudou a entender essa suposta rivalidade ciência vs. Religião. Chama-se Reflections of a Scientist (Reflexões de um Cientista), por Henry Eyring. O livro foi publicado em 1983 e pode ser difícil de encontrar, mas é de grande valia a leitura caso o encontre.

 

Henry Eyring foi um químico renomado mundialmente que ensinou por muitos anos na Universidade de Princeton no final da década de 30 e durante a Segunda Guerra Mundial. Albert Einstein também estava no corpo docente e eles compartilharam muitas experiências juntos naqueles anos.

 

Henry Eyring eventualmente aceitou uma oferta para trabalhar na Universidade de Utah, para liderar o departamento de química e passar o restante de sua vida trabalhando na instituição.

 

Eu escolhi as seguintes declarações de seu livro: “Algumas pessoas tem me perguntado: ‘Existe qualquer conflito entre ciência e religião?’. Não há nenhum conflito em minha mente sobre Deus, mas frequentemente existem conflitos na mente dos homens. Através das eternidades, nos aproximaremos cada vez mais do entendimento da mente de Deus; então os conflitos desaparecerão… . Eu tive dificuldades para entender porque as pessoas se afastam da [religião]. Estou certo de que os motivos são diferentes e variados. Eu posso entender se uma pessoa quer ter um mal comportamento e racionalizou por si mesmo. Ele tem pensado que está correto. Mas eu entendo que a pessoa que pensa que tem que ser tão inteligente quanto o Senhor, entender tudo, e não ter nenhuma contradição em sua mente podem ter problemas. Existem todos os tipos de contradições que eu não entendo, mas eu encontro o mesmo tipo de contradições na ciência, e eu não decidi apostatar da ciência. A logo prazo, a verdade é o seu próprio juiz”.

 

No outono de 1957 a Fundação Welch convidou os químicos e físicos nucleares mais talentosos e famosos do mundo para um jantar com premiações especial em Houston, Texas. Henry Eyring, um cientista conselheiro da Fundação, estava sentado à mesa com 12 destes cientistas notáveis. Também sentado à mesa estava o Sr. Malone, procurador da fundação, que disse: “Dr. Eyring, quantos destes cavalheiros acreditam em um Ser Supremo?”. Eu respondi, “não sei, mas vou perguntar.”

 

“Eu perguntei se todos tinham o desejo de responder a pergunta. Todos concordaram. A pergunta foi então formulada precisamente: ‘O que melhor expressa o seu ponto de vista: que há um Ser Supremo ou que não há um Ser Supremo? ’ Então eu perguntei a estes doze cientistas, e todos disseram: ‘Eu acredito’. Todos estes estudantes das ciências exatas viram na ordem universal sobre eles a evidencia de um Ser Supremo. Dois dos doze haviam recebido um Premio Nobel, e os outros dez acreditavam que deveriam ter um Premio Nobel também, portanto, este era um grupo bastante distinto”.

 

Henry Eyring amava as ciências e Deus, nunca encontrando qualquer conflito entre a verdadeira ciência e a verdadeira religião. O propósito de sua vida foi descobrir as verdades as quais ele fez tanto como cientista quanto como homem de fé. O incidente a seguir que aconteceu na Universidade de Utah em certa ocasião é típica do pensamento deste grande homem:

 

“Certa vez enquanto falava na Universidade de Utah como parte de um painel de homens no cosmos, eu construí meu discurso sobre a famosa pergunta de Poncio Pilatos, ‘O Que é Verdade?’. Após meu discurso, um rapaz na audiência se levantou e disse: ‘Bem, Dr. Eyring, eles me disseram que o que você faz é colocar a religião em um compartimento e a ciência em outro. Isto é inconveniente? Por exemplo, eu gostaria de propor uma pergunta para o senhor. No Diário das Moças, Joseph Smith é citado por dizer que as pessoas vivem na lua’. Ele continuou: ‘Agora, Dr. Eyring, sabemos que não há oxigênio na lua, portanto, isso não pode ser possivelmente verdade. O que o senhor diz desta pergunta?”

 

“Eu respondi mais ou menos como a seguir: ‘eu especialmente aprecio ter recebido esta pergunta, porque é fácil de responder, e eu gosto mais de perguntas fáceis de responder do que as difíceis. Como Santo dos Ultimos Dias, assim como qualquer outro homem honesto, eu sou obrigado a aceitar apenas a verdade. Eu simplesmente tenho que investigar se os homens moram ou não na lua. Eu estou razoavelmente certo que eles não mores, mas saberemos em breve através de exploração direta. Se não o encontrarmos lá, eles não moram lá. Como um Santo dos Ultimos Dias, meus problemas são simples assim”.

 

“Agora, sobre o Profeta Joseph Smith? Eu não sei se ele disse ou não que homens moram na lua. Mas se ele disse ou não, não me perturba nem um pouco. Um profeta é maravilhoso porque às vezes ele fala pelo Senhor. Isso ocorre em certas ocasiões quando o Senhor deseja que seja feito. Em outras ocasiões ele fala por si mesmo, e uma das doutrinas maravilhosas desta Igreja é que não acreditamos infalivelmente em qualquer mortal. Se em sua especulação o Profeta pensa que existem pessoas morando na lua, isso não tem efeito em minha crença que em outras ocasiões, quando o Senhor desejou, ele falou as idéias que o Senhor o inspirou a dizer. É por estes momentos de profunda reflexão que eu o honro e o sigo”.

 

A verdade deve ser o que todos estamos procurando, e a verdade sempre será parte da verdadeira ciência e da verdadeira religião. Não há conflito entre as duas!

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Por que Deus permite o sofrimento?

segunda-feira, junho 30th, 2008

Resposta Pessoal por Jack Rushton

Eu acredito que essa é uma pergunta bastante profunda e que tem sido, indubitavelmente, perguntada por milhões de pessoas desde o inicio dos tempos. A vida pode parecer injusta as vezes quando passamos por sofrimento pessoal próprio ou testemunhamos com nossos próprios olhos ou através da mídia o incrível sofrimento que parece ser uma parte integral da vida diária das pessoas em todo o mundo.

Eu me deparei com essa pergunta em um nível pessoal quando a 19 anos atrás eu quebrei meu pescoço, separando minha espinha dorsal e fiquei paralisado do pescoço para baixo e dependente do ventilador. Read the rest of this entry »

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Como servir uma missão me aproximou mais de Deus?

sexta-feira, junho 27th, 2008

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Resposta Pessoal por Nathaniel

Amigos de outras religiões tem me perguntado porque eu quis sair em uma Missão Mórmon no melhor da minha vida. Eu tinha 23 anos e a maioria de meus amigos colegiais já haviam se formado no ensino superior. Minha motivação para sair em uma missão para A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias não veio apenas do encorajamento de meus pais, mas uma convicção de que a missão me aproximaria mais de Deus.

Eu não queria entrar em detalhes do que uma missão é. Informações gerais sobre missões e missionários podem ser encontradas no site oficial da Igreja (www.lds.org.br). Entretanto, a missão foi um período de um significante crescimento pessoal para mim. De setembro de 2003 a setembro de 2005, eu viajei e morei no Sri Lanka, Paquistão e Malásia como um voluntário de tempo integral representando A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. (mais…)

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Qual a posição dos Mórmons contra o abuso?

terça-feira, março 25th, 2008

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é contra toda forma de abuso – espiritual, físico e emocional. Abuso é qualquer forma agressiva de tratamento para com outras pessoas, incluindo humilhação, denominação, agressão física, psicológica ou espiritual que inflijam sobre a outra pessoa. O Senhor nunca aceitou qualquer tipo de comportamento semelhante, mas foi e é um defensor da paz e harmonia para seus Filhos (ver Abuso).

Em uma entrevista com médicos SUD discutindo “abuso ao cônjuge”, John Nelson descreveu o que é considerado como comportamento impróprio:

“Abuso do cônjuge envolve atos inapropriados de um cônjuge contra o outro. Ele pode envolver atos coersivos no qual quem está cometendo o abuso força a pessoa a fazer algo que o parceiro normalmente não faria, sem quaisquer preocupações particulares com a vitima. O abuso também pode incluir o uso de ameaças, apelidar, gritar, e intimidação”. (mais…)

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O que é o Livro de Mórmon?

quinta-feira, janeiro 17th, 2008

O Livro de Mórmon é um registro dos ensinamentos do Salvador para suas “Outras Ovelhas” – os antigos habitantes do continente americano. É um volume de escrituras que Deus preparou, através dos profetas, para milhares de anos a frente, em nossos dias, e como uma segunda testemunha, ou testamento, de Jesus Cristo. Ele contém historias espirituais dos descendentes de um profeta, Leí, que viveu na época do reinado do Rei Zedequias em Jerusalém. Leí foi advertido por Deus que Jerusalém seria destruída e o mandou fugir da terra. O Livro de Mórmon inclui um registro da aparição literal do Salvador neste continente após a sua ressurreição. O registro foi traduzido por Joseph Smith através do dom e poder de Deus. O Livro de Mórmon é um segundo testemunho, juntamente com a Bíblia, do amor, divindade, sacrifício e ensinamentos de Cristo.

Photo Kent Brown

Resposta Pessoal por Kent Brown

O Livro de Mórmon preserva registros de três povos antigos que vieram para o continente americano e floresceram. O ápice do livre está no registro da visita de três dias que o Salvador ressuscitado Jesus Cristo fez ao povo deste continente. No fim do livro todos os grupos, exceto um, foram destruídos por uma grande guerra.

Notavelmente, Jesus Cristo é bastante citado no Livro de Mórmon desde o principio até o fim. A maioria das pessoas que passa algum tempo estudando as páginas do Livro de Mórmon passam a ter uma impressão muito boa sobre Ele e sua obra maravilhosa, pois Ele é o foco principal do livro, desde as primeiras páginas. Néfi, o primeiro autor, fala do Salvador tanto narrando suas historias (como profecias) ou citando as profecias de seu pai, sobre a vinda do Salvador. Também tem Mórmon, o chefe do exército nefita e profeta historiador que compilou todas as historias destes povos em placas de ouro. Ao termino do seu próprio registro, ele escreve: (mais…)

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